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21 de fevereiro de 2026 – Sábado
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21 de fevereiro de 2026 – Sábado

Sábado depois das Cinzas

São Pedro Damião, bispo e doutor da Igreja, ComFac.

4ª Semana do Saltério

Jesus chama pelo nome e senta-se à mesa com os feridos: a misericórdia precede a conversão e devolve dignidade.

Evangelho do Dia – Lc 5,27-32 

Naquele tempo,
27 Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me”.
28 Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu.
29 Depois, Levi ofereceu em sua casa um grande banquete para Jesus; havia ali muitos cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles.
30 Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que comeis e bebeis com cobradores de impostos e pecadores?”
31 Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes.
32 Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores, para a conversão”.

Reflexão

O olhar de Jesus alcança Levi exatamente onde ele está: sentado na coletoria, marcado por uma profissão desprezada e por rótulos sociais. Jesus não começa com reprovações, mas com um chamado simples e direto: “Segue-me”. O convite não nega o passado, mas abre um futuro. A conversão nasce do encontro, não da condenação.

A resposta de Levi é radical e livre: ele deixa tudo e segue Jesus. Em seguida, a mesa se torna lugar teológico. O banquete não é celebração do pecado, mas da vida que recomeça. Jesus senta-se com os considerados impuros, mostrando que o Reino se constrói na proximidade e que a comunhão precede a mudança de vida.

A crítica dos fariseus revela uma religiosidade que separa e hierarquiza. Para eles, a pureza se preserva pela distância. Para Jesus, a santidade se manifesta na misericórdia que se aproxima. Ao afirmar que os doentes precisam de médico, Jesus redefine a missão: não excluir, mas cuidar; não rotular, mas curar.

“Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.” A frase não exalta o pecado, mas revela o coração de Deus. A conversão é resposta ao amor recebido. Onde a misericórdia encontra espaço, a vida se reorganiza e a dignidade é restaurada. O Evangelho anuncia que ninguém está fora do alcance do chamado.

Desdobramento para a vida

Há lugares onde escolhemos sentar e outros dos quais nos afastamos em silêncio. O Evangelho de hoje nos convida a rever nossos olhares e nossas mesas: a quem evitamos, quem excluímos por medo, preconceito ou rigidez? Jesus nos chama a uma fé que se aproxima, escuta e acolhe, confiando que a verdadeira transformação não nasce do distanciamento, mas do encontro.

Viver este desdobramento é permitir que Jesus nos chame onde estamos e, ao mesmo tempo, aprender a sentar-nos com os outros sem superioridade. A misericórdia não relativiza o bem; ela cria condições para que o bem floresça. Quando abrimos espaço para o cuidado e a proximidade, a conversão acontece como fruto, não como imposição.

Perguntas para o coração

• Onde Jesus me chama hoje a segui-lo com mais liberdade?
• Com quem tenho dificuldade de me aproximar ou sentar à mesa?
• Minha fé cura ou afasta?
• Que gesto concreto de misericórdia posso viver hoje?

Bênção para o dia – com Nossa SenhoraQue Deus te conceda um olhar misericordioso e um coração disponível.
Que, pela intercessão de Nossa Senhora, Mãe da acolhida e da ternura,
aprendas a reconhecer o chamado de Jesus
e a oferecer mesa, escuta e cuidado aos que precisam.
Que tua vida seja lugar de encontro e recomeço.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

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